Será que o carnaval é pro povo?‏

Publicado em março 11, 2011 por

 

O carnaval é popular sim, não é mais pra o povo ou para TODOS, e a pergunta que me faço é: Será que um dia já foi? Antes, aqui em Salvador, existiam as mortalhas (diga-se de passagem um nome horrível que nem Jesus conseguiria torná-lo vendável). Os abadás nada mais são do que uma nova roupagem (sem duplo sentido) da sectarização inerente a nossa sociedade e as demais espalhadas pelo mundo. Não quero com isso, logicamente, dizer que sou a favor. Muito pelo contrário. Abomino a idéia de estar me acotovelando no meio de uma multidão, sujeito a herpes e todas as “otras cositas más” pagando por isso Mil e cachorro lascou a boca, num pedaço de pano. A publicidade faz a parte dela, chama um tecido de “manto sagrado”, “passaporte do amor”, “promessa de beijos”  mas no fim é “venha e foda-se” (no mau sentido da palavra).

É muito bonitinho ver um comunicólogo dizer em tom irritadiço que já pulou o carnaval e tal, tal. Pra quem conhece um pouco de retórica sabe que o argumento de que porque “se viveu uma experiência isto o torna automaticamente gabaritado pra falar sobre verdades e mentiras” é um erro grotesco e míope. É conceito fundamental das ciências Sociais e dos comunicólogos de um modo geral, que uma experiência é só uma experiência e nunca a  EXPERIÊNCIA como ela parece salientar em seu discurso; e que também TODAS AS PESSOAS TEM O DIREITO DE RESIGNIFICAR O QUE CONSOMEM. Que porra eu quis falar com isso? (Quis dizer que uma análise maniqueísta do carnaval é sempre superficial. Tente acabar o carnaval da/na Bahia pra você vê a desgraça que vai acontecer no mundo rsrs). Que as grandes cervejarias lucram horrores isso é fato. Mas elas lucram DURANTE TODO O ANO. Embora isso seja, pra mim, horrível de afirmar é preciso perceber que estamos vivendo numa sociedade de valores capitalistas (pareci um rebelde sem causa falando rsrs) . O carnaval tem todas as suas atrocidades sim. Mas tem lados boníssimos também… Escolham como curti-lo agora não analisem de forma pedante, superficial e maniqueísta como fez essa moça. A propósito: Quanto custa uma passagem de avião, carro, moto ou sei lá que porra, da Paraíba ao Recife? E esses clubes que ela participou, quanto eram a entrada? Devagar negona, devagar com o andor se não ele quebra.

Quando o questionamento é acerca do estado e a funcionalidade dele, isso é misturar todas as coisas num balaio e defender que tudo descende da mesma raiz, O CARNAVAL. Mais uma pobreza da retórica! (as coisas tem ligação sim, podem ser discutidas desse modo, mas colocar num balaio que acidentes acontecem somente por conta do carnaval “ai vc racha minha fimose de vergonha” como diria um amigo meu). O estado é ineficiente e isso é um fato. Agora eu pergunto… como será que “toin” recebeu essa comparação que ela fez? (levando-se em consideração que “toin” não enxerga O ESTADO, mas só o problema que lhe atingiu) pra ele tudo é a mesma coisa, só tem ladrão. mas ele certamente vai pular na avenida cantando A música antiga/lançamento de Bel Marques. Ou seja, essa moça perdeu 3:31min do tempo dela, pra dizer uma coisa que todos (ou a grande maioria já sabem) só não sabem como resolver. Por ó ser iluminado pro Cristo, denominado JORNALISTAS não deram essa luz ao povo?

Isso já é comum… Travesti revolta de verdade só pra dizer que é portador do “sabre de luz” da verdade. Ao invés de propor ao povo que pense, empurra-se ou tenta goela a baixo uma verborréia de coisas.

Por fim a mulher maravilha e todas “as outras canções que ela não se atreve a repetir”. Prefiro Chico Buarque e Bule-Bule. Mas acreditar que músicas assim são vis é uma analise preconceituosa, eu explico. Essas músicas são o extravasar, uma via de escape. não há problema que elas existam, vou mais alem, digo até que são necessárias. elas cumprem o papel de “só balançar o corpo”. (o problema em escutá-las é desconhecer o restante) Faço uma pergunta a querida jornalista: Você sabe cantar negona? não? Então vá se fuder fazendo seu jornal e deixe o cara fazer o tchubirabirou dele rapá!  cada um no seu quadrado, como já dizia a filosofa rsrs

Ps: Longe de mim acreditar que com esse “pequeno” comentário esgotei a discussão… Vamos beber pra continua a prosa rsrs

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